Saiba quais são os dispositivos internos que contribuem com o funcionamento do sistema de esgotamento sanitário

Por Portal Opinião Pública 08/04/2026 - 16:08 hs
Foto: BRK Ambiental / Divulgação

A BRK, concessionária responsável pelos serviços de esgoto em Mauá, explica que para executar a interligação das tubulações de esgoto dos imóveis à rede pública, os moradores devem realizar a instalação predial que consiste na implantação de tubulações e dispositivos sanitários em toda a área interna do imóvel. 

As instalações internas são essenciais para garantir a eficiência do sistema público de coleta e tratamento de esgoto e poderão ser vistoriadas e aprovadas pela concessionária antes da efetiva conexão ao sistema público de esgotamento sanitário. 

A empresa destaca que é obrigatório que todo imóvel tenha uma caixa de gordura para receber as águas utilizadas nas tubulações que saem da cozinha. Ela deve ser instalada em local de fácil acesso para a sua limpeza periódica, pois a gordura não se mistura com a água, e causa entupimento das tubulações, inclusive internas. 

Outro dispositivo fundamental para que ocorra a ligação de esgoto do imóvel na rede pública disponível é a caixa de inspeção. Ela deve ser posicionada no passeio em frente ao imóvel e tem como finalidade realizar manutenções e desobstruções no ramal de ligação externo sem que seja necessário quebrar o piso. 

“A construção das caixas de inspeção e de gordura é de responsabilidade do cliente e ambas devem ser feitas em bloco de concreto ou tijolo maciço, permitindo perfeita vedação, porém sem ser lacrada. As medidas para construção da caixa de inspeção deverão ser consultadas por meio dos canais de atendimento da BRK”, destaca Evaristo Reis, coordenador de operações da empresa em Mauá. 

Após a correta instalação interna, a BRK realiza a interligação do ramal domiciliar externo que liga o ponto de espera da rede do imóvel à rede pública coletora de esgoto disponível na rua. 

É importante destacar que os imóveis com soleira negativa, ou seja, edificados abaixo do nível da rua, deverão realizar o bombeamento do esgoto gerado para a rede coletora existente na via pública, no caso de impossibilidade, devem ter a autorização de passagem por imóvel vizinho. 

A empresa lembra ainda que a água da chuva não deve ser direcionada para a rede de  esgoto, já que as redes pluviais e de esgoto precisam ser escoadas por tubulações diferentes. As redes de drenagem pluvial coletam água de chuva por meio das chamadas “bocas de lobo”, que ficam próximas às calçadas. Já as redes de esgoto foram projetadas para receber, exclusivamente, o efluente proveniente dos banheiros, pias e cozinha.